domingo, 3 de julho de 2011

Swing: um jeito novo de encarar o sexo

A palavra swing pode nos remeter à vários significados. Um ritmo musical ou a ginga de uma pessoa, por exemplo. Pode até ser, mas, nesta matéria, você vai ver que é uma dança bem mais insinuante e interessante do que imagina.
swing, mais conhecido como troca de casais é um jeito diferente de encarar o sexo e, para muitas pessoas, é um novo estilo de vida. Mudar de parceiro, sexo em grupo de três pessoas ou mais; isso é muito comum entre alguns casais.
Mas não fique pensando que é só festa. Primeiro, estas trocas são feitas em clubes especializados ou em pequenas reuniões de amigos. Segundo, a troca de casais é feita com discrição, respeito e, acima de tudo, cumplicidade.
Segundo os praticantes deste tipo de relação, o swing é uma forma excitante de chacoalhar a monogamia e acabar com a monotonia do casal. Muitos também afirmam que o relacionamento se fortalece, já que a confiança e a cumplicidade entre eles têm que ser (e estar) bem solidificadas.

Deixe aquele desejo reprimido de lado 

Diante dos olhos dos outros podem até parecer casais com atividades sexuais normais: casados, com filhos, discretos... Mas, uma vez por mês ou algumas por semana, eles freqüentam clubes de swing. Lá, quase tudo pode acontecer. Dois ou mais casais se interessam um pelo outro e, depois disso, toda forma de prazer é possível.
Os swingers não acham que suas preferências sexuais têm algo de diferente; ao contrário, acreditam que o que fazem é o desejo que a maioria reprime e que acaba se convertendo em relações extra-conjugais. "O swing admite qualquer coisa, menos traição", afirma Camila M., administradora da casa de swing Image Night, em São Paulo. Para ela, os casais que experimentam esta troca o fazem de comum acordo, com um grande respeito mútuo e diálogo. "Coisas que, muitas vezes, você não vê num casal dito 'normal'."

A relação entre a mulher e a troca de casais 


Para Camila M., administradora de uma casa de swing, a troca de casais é uma alternativa ainda mais saudável para a mulher. Enquanto os homens "podem" sair por aí em busca de aventuras, as mulheres são reprimidas se partem à procura de um garoto de programa, por exemplo.
Com o swing, a mulher, acompanhada do marido ou namorado, experimenta essas novas sensações e fica livre de toda e qualquer dúvida em relação à sua fidelidade.
Entretanto, relações sexuais com pessoas fora do "jogo" ou toda prolongação do contato que surgiu em um encontro e partiu para um âmbito privado sãoconsideradas traição. E o ciúme também está presente. Os swingers têm uma mentalidade mais liberal que outras pessoas, mas, se algo fora do combinado acontece, a possessividade aflora como em qualquer outra situação. "Muitos casais discutem porque um se insinuou demais, por exemplo", conta Camila. Portanto, não pense que é só oba-oba. O swing, antes de ser uma alternativa (diga-se de passagem, instigante) para a esquentar a relação, é uma prática que possui regras a seguir.

Saiba por onde e como começar


A primeira coisa a fazer é falar com seu parceiro. Deve ser uma decisão unânime. Os dois têm que concordar 100% em participar desta descoberta. Se vocês forem um casal liberal em relação ao sexo, se confiam totalmente um no outro e têm vontade de experimentar coisas novas, participar de um clube de swing pode ser uma boa opção.
Muitas mulheres contam que sua relação pessoal ficou mais quente e íntima, e, que com esta experiência, tornaram-se mais cúmplices dos esposos. Mas você deve ter em mente que se o casal já tem complicações dentro do casamento, o swing não é uma muleta para resolver estes problemas. Um estilo de vida mais liberal deve ser experimentado por pessoas que se amam, que se aceitam como são e se respeitam.
Mas, se este é o seu caso, não fique preocupada em como agir numa casa deste tipo. A maioria dos clubes de swing possui uma recepcionista que "encaminha" os novatos. A terça-feira é a eleita pelas pessoas que vão pela primeira vez. "Eles devem achar que é mais vazio e terão mais liberdade", revela Camila M., administradora do Image Night, clube de swing em São Paulo. Ela diz que a maior dificuldade é deixar o casal à vontade, pois ainda existe muito preconceito em relação à troca de casais.

É obrigatório transar nas casas de swing? 

A resposta é não. Muitos casais, mais conhecidos como voyeurs, só gostam de ficar observando outras transas e isso não é proibido. Aliás, todas as casas de swing têm a preocupação de tornar o local o mais agradável possível para que a pessoa não sinta esta obrigação. As casas acabam parecendo um grande "parque de diversões". O Swing Club BH, por exemplo, possui uma sala voyeur com telão e tatame, seis suítes, hidromassagem, piscina coberta com palco flutuante, sauna, pista de dança... Desta forma, a ida a um clube deste tipo pode ser encarada como uma ida à boate, ao barzinho ou a um restaurante. Com um atrativo a mais, claro.
Em alguns locais, cabines com treliças possibilitam que você observe a relação de outros casais. Desta forma, não é obrigatório trocar de casal, nem transar. Mas não se preocupe: se a vontade apertar e a timidez gritar, dá para utilizar as suítes individuais e se deleitar somente com o seu parceiro.


Os tipos e estilos de swingers



Voyeur:
Aquele que só gosta de olhar. Raramente se envolve com outros casais, a não ser pela observação. Muitos casais são adeptos deste tipo, já que não há o contato físico e o tesão também vai a mil...

Menage:
Sexo feito em grupo. Uma mulher e dois homens, um homem com duas mulheres... O que você prefere?

Exibicionista:
Ao contrário daquele que gosta de olhar, há aqueles que gostam de ser observados. As cabines envoltas por treliça servem pra isso. Enquanto um casal mais desinibido mostra sua performance dentro da cabine, os mais ávidospela observação (voyeurs) divertem-se do lado de fora...

A troca de casais propriamente dita:
Parece fácil... Parece que é só chegar no clube e pronto. Mas não funciona bem assim. Um casal tem que estar em comum acordo sobre o outro casal escolhido. Ou seja, você tem que gostar do marido do casal escolhido (e vice-versa), e seu parceiro tem que gostar da outra mulher. Escolha feita, é só partir para o ataque...



Regras invisíveis, mas respeitadas 
Mesmo que não haja normas escritas, a convivência entre os "swingers" criou uma série de normas que regem este universo e o comportamento daqueles que o praticam. Veja os itens extraídos de um site de Swing:

  • Seja educado: todos nós queremos ser tratados como pessoas, não como objetos. A regra de ouro: trate os demais como querem que te tratem;

  • Prepare-se: leve preservativos e uma necessaire com um par de toalhas e outros objetos pessoais, escova de dente, por exemplo;

  • Limpeza e higiene: todos sabemos que isso faz parte da educação, mas muitas pessoas esquecem os hábitos básicos;

  • Não seja insistente: se alguém, incluindo seu parceiro, disse não, respeite-o. Evite qualquer situação incômoda com seu par;

  • Aceite somente o que seja divertido para todos: lembre-se que a idéia é divertir-se e passar um momento agradável.


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    Daniela Noyori/Redação Terra



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